A paz é uma ilusão frágil neste mundo. Ela se quebra numa terça-feira comum, no meio da tarde, com um toque de celular.
Estou na sala de estar, revisando um relatório de segurança sobre os horários da enfermeira de Lara, quando meu telefone pessoal toca. É o Dr. Elias. Seu nome na tela já é um mau presságio.
— Clara — a voz dele soa seca, cortada, sem o tom calmo habitual. — Houve um incidente. Na Clínica Vitalis, onde Lara faz fisioterapia respiratória duas vezes por semana.
O ar sai dos meus