Já passa das duas da manhã quando roubo uma garrafa de vinho da adega de Cael — que, na prática, já parece mais minha do que dele — e atravesso a portinha do terceiro andar, que dá para a escada de incêndio, externa ao prédio.
Vou investigar o terraço, como Zara aconselhou.
A cada degrau da estrutura de ferro, a brisa morna da madrugada levanta a barra do meu vestido e arrepia a pele nua das pernas. Mesmo sendo um prédio baixo, a rua elevada abre um horizonte inteiro só para mim.
Milhares de l