O ar rarefeito dos Alpes estava carregado com o cheiro de ozônio e metal queimado. O grupo emergiu da ventilação da clínica diretamente em uma encosta íngreme, onde quatro motos de neve de alta performance aguardavam sob uma lona de camuflagem.
Atrás deles, os gritos inumanos dos protótipos despertos ecoavam pelas fendas da montanha, misturando-se ao som das turbinas dos helicópteros de segurança que já começavam a varrer a encosta com holofotes.
— Gabriel, leve a Helena na primeira moto! — ordenou Otávio, subindo em um dos veículos e ligando o motor, que rugiu como um animal selvagem. — Rebeca, você vai comigo na cobertura!
— Eliza, você consegue pilotar? — Gabriel perguntou, enquanto prendia Helena (ainda semiconsciente) na garupa com cintas de segurança e verificava se Arthur estava protegido no peito da esposa.
— Eu aprendi a pilotar trator na fazenda do meu pai, Gabriel. Uma moto na neve não vai me vencer — Eliza respondeu, ajustando os óculos de proteção. O olhar dela era