A chuva batia contra as vidraças da mansão, abafando o som dos passos calculados de Kael, o ex-agente da Interpol. Ele não era um amador como Lucas; ele era um fantasma. Usando um inibidor de sinal de curto alcance, ele neutralizou os sensores de movimento do corredor norte, deslizando para dentro como uma sombra indesejada.
No quarto principal, o monitor de bebê brilhava com uma luz azul suave. Gabriel e Eliza dormiam o sono pesado de quem confiava na própria fortaleza, mas o instinto de Eliza, aguçado pelas semanas de treinamento com Otávio, despertou antes de qualquer alarme.
Eliza abriu os olhos no exato momento em que a maçaneta da porta girou sem ruído. Ela não gritou. Sua mão deslizou por baixo do travesseiro, encontrando o botão de pânico silencioso que alertaria Otávio no anexo da mansão. Com um movimento fluido, ela tocou o ombro de Gabriel e colocou a mão sobre a boca dele, sinalizando silêncio absoluto.
Gabriel, o cirurgião treinado para agir sob pressão, entendeu ins