O jantar na mansão dos Vance deveria ser um gesto de trégua. Vance Pai, o patriarca que carregava o peso dos pecados do "Projeto Phoenix", estava sentado à cabeceira da mesa, observando o filho e a nora com um olhar que misturava arrependimento e uma curiosidade clínica que incomodava Gabriel.
O ambiente era sofisticado: cristais lapidados, o som suave de um piano ao fundo e um serviço de prataria impecável. Rebeca e Otávio também estavam presentes, servindo como uma barreira diplomática entre Gabriel e o pai.
— Ele é um menino fascinante, Gabriel — comentou o velho Vance, observando Arthur, que estava em um carrinho de bebê tecnológico ao lado de Eliza. — O desenvolvimento motor dele... a forma como ele foca o olhar... lembra muito os relatórios que eu li sobre os primeiros estágios do protocolo.
Gabriel apertou o cabo do garfo até os nós dos dedos ficarem brancos.
— Ele é apenas um bebê saudável, pai. Graças à Eliza e à medicina moderna. Nada de protocolos.
O clima pesou quand