O retorno ao Brasil não trouxe a paz esperada. Embora as paredes de vidro da nova mansão dos Vance oferecessem uma vista deslumbrante de São Paulo, o clima dentro de casa era de uma vigilância silenciosa. Gabriel não conseguia tirar da cabeça o brilho âmbar nos olhos de Arthur durante o confronto na ilha.
Como cirurgião, ele acreditava no que podia ser medido e provado. Como pai, ele estava aterrorizado.
Em uma noite em que Eliza finalmente conseguiu dormir profundamente, exausta pelo estresse da viagem, Gabriel levou Arthur para o laboratório privado que havia instalado no subsolo da mansão. Ele não confiava mais nem nos equipamentos do próprio hospital.
— Só um pouquinho, campeão... — sussurrou Gabriel, colhendo uma pequena amostra de saliva e uma gota de sangue do dedo do filho.
Ele inseriu os dados no sequenciador genético de última geração. Enquanto a máquina processava as informações, Gabriel observava Arthur no berço portátil. O bebê não chorava; ele parecia observar o pa