O clima no Saint Jude era de funeral. Gabriel estava oficialmente afastado, e o hospital tentava se distanciar do escândalo da Clínica Miller. No entanto, o destino tinha planos mais urgentes e irônicos.
As portas da emergência se abriram com estrondo. Uma ambulância trazia Mateus, um garoto de 12 anos, filho de um influente diplomata. O diagnóstico era devastador: um glioma de tronco cerebral que havia sofrido uma hemorragia súbita. Nenhum cirurgião do hospital se atrevia a tocar no caso. O risco de morte na mesa era de 99%.
Eduardo, que ainda rondava o hospital tentando coletar seus pertences, viu o exame e apenas balançou a cabeça.
— É um caso perdido. Se alguém abrir aquele crânio, vai ser o fim da carreira.
Eliza, ao analisar as imagens na sala de trauma, sentiu um calafrio. Ela reconheceu a complexidade. Era exatamente a mesma anatomia da paciente Sarah, na Suíça. Ela sabia que a técnica experimental que Gabriel havia aperfeiçoado — e que o assombrava — era a única forma de