A noite caiu sobre a cidade com uma chuva fina e persistente. Eliza estava em seu apartamento, a luz do abajur iluminando o anel de esmeralda que agora parecia pesar em seu dedo. O silêncio foi interrompido por batidas insistentes e pesadas na porta.
Ao abrir, ela encontrou Gabriel. Ele estava encharcado, o cabelo escuro grudado na testa e os olhos carregados de uma dor que ela nunca tinha visto, nem mesmo nos casos médicos mais terminais.
Ele não esperou o convite para entrar. Caminhou até o centro da sala, mas não se sentou. Suas mãos tremiam levemente.
— Eduardo não mentiu totalmente, Eliza. Mas ele distorceu a verdade para que parecesse que eu sou um monstro — começou Gabriel, a voz rouca. — Sarah era minha noiva na Suíça. Ela tinha um tumor inoperável na base do crânio. Todos os médicos desistiram dela, inclusive o Eduardo, que na época era meu assistente.
Eliza prendeu a respiração, sentindo o peito apertar.
— Eu não aceitei o "não". Eu criei um protocolo experimenta