Beatriz
A noite parece interminável, como se o tempo tivesse decidido conspirar contra mim. Cada minuto estica-se em uma agonia lenta, e o peso das lembranças me sufoca. Estou sentada no chão do quarto das crianças, a cabeça encostada na lateral da cama de Giulia, enquanto Morgana, a minha gatinha, respira suavemente ao meu lado. Acaricio o pelo dela sem pensar, buscando uma distração, mas tudo o que consigo sentir é o vazio crescente que parece querer esmagar o peito.
A dor não é apenas emocio