Capítulo 50 - Parte 3
Ela esfregou o rosto pedindo carinho, beijou a mão dele.
— Só um pouco. Depois você pode ir, estou com medo.
Ele sorriu a acariciando.
— Certo, o que quiser, mas não fica m.al acostumada não, pô.
— Mas ó… Só um pouco. Tá com medo de quê, doida?
Deitaram abraçados, ela repousou a cabeça em seu peito.
— Eu prometo não te enrolar. Só sei lá, sinto falta de casa, da família, meus amigos.
Ele fez como ela pediu, começou a fazer carinho mexendo no cabelo. A cada movimento ela sentia dores pelo corpo, os hematomas estavam piores. Estar deitada com ele a trazia um sentimento de segurança em meio ao caos.
Muitas vezes ela pensou como a vida podia ser irônica: sua própria família a largou e um trafi.cante ban.dido cuidou dela quando ninguém mais faria. De tão ingênua, não imaginava a quantidade de crimes e crueldade que ele levava consigo.
Basicamente, não o temia também.
Ela era grata por tudo, sua educação excelente de berço nunca a deixava e, inconscientemente, tudo o q