A casa parecia maior do que nunca. Cada cômodo vazio era um lembrete da ausência que me esmagava, mas também um aviso silencioso: agora havia uma nova vida sob meu teto, e ela precisava de mim mais do que eu precisava do meu próprio luto.
Eloá brincava no tapete da sala com um ursinho de pelúcia que alguém havia deixado no funeral. Os olhos dela, ainda marejados, buscavam em cada gesto uma normalidade impossível. Eu a observava em silêncio, sentindo um aperto que misturava amor e medo. Ela não