22. Controle perdido
( Dante)
Sentado em minha sala no cassino, o cheiro do couro antigo das poltronas e o aroma de uísque envelhecido misturavam-se com o gosto amargo da dúvida na minha boca. A penumbra do ambiente fazia sombras dançarem nas paredes enquanto minha mente girava em círculos com pensamentos que eu não queria admitir nem para mim mesmo.
Enzo estava sentado à minha frente, com as pernas cruzadas e um copo meio vazio na mão. Sua expressão era um misto de ceticismo e provocação - características que ele