Capítulo 7

Desconhecido:

No momento em que aquela beldade entrou na academia, senti todos os meus instintos pedindo para agarrar aquele pescocinho e torcer. Só de imaginar vê-la suplicar pela vida, vendo o brilho sumir de seus olhos... já sinto uma sensação de êxtase. Devo me conter e aguardar que ela saia. Então, irei atrás dela e farei dela mais uma vítima do meu poder.

Vanica (Valka):

Aquela sensação de desconforto... aquele peso de estar sendo observada. Que sensação horrível. Às vezes, agradeço por ter esta segunda chance, por estar viva. Comer com a nova família que eu sempre quis e, no fundo, sempre desejei... Talvez eu devesse apenas esquecer que fui rainha um dia e começar do zero. Como eu queria viver longe daqui, longe de olhos maliciosos e de pessoas ambiciosas por poder.

— Senhorita, já estamos quase fechando — disse a recepcionista da academia.

— Tudo bem, obrigada.

Foi quando senti uma onda de choque que só se experimenta em campos de batalha. Alguém quer me matar hoje... Vamos ver no que dá.

No caminho de volta para casa, não acelerei o passo. Também não mostrei insegurança; andei com a confiança de quem domina a rua. Já estava escuro e havia pouquíssimos guardas passando. Foi então que senti uma mão tocando meu ombro. Quando me virei, vi um homem.

— Posso ajudar, senhor? — perguntei, mantendo a calma.

— Oi, você sabe onde fica a lanchonete Vanbúrguer?

— Não, eu não sei.

Tentei seguir meu caminho, mas o homem insistiu. Ele tentou exibir seu poder de nível Azul contra mim. Naquele instante, uma briga se desencadeou. Uma sede insaciável de sangue subiu ao meu peito e, quando dei por mim, o homem estava sob meu joelho, implorando por socorro no chão. Levei-o até o batalhão mais próximo e tentei falar da maneira mais formal possível.

— Senhorita, por que trouxe este senhor até aqui?! — exclamou o oficial. — Já não bastam os problemas que resolvemos diariamente e você ainda aparece com um senhor de idade?

— Senhor oficial, este homem me atacou. Eu o imobilizei e o trouxe até aqui.

— Então você está me dizendo que uma garota do ensino médio conseguiu derrubar um ranking Azul porque ele a atacou? O que o criminoso tem a dizer, afinal?

O homem, tremendo, balbuciou:

— Ela é um monstro! Eu tentei pegar a presa errada... Meu senhor, me prenda! Eu não quero morrer... por favor!

— Presa errada? Sei... Prendam-no, rapazes, e deem logo uma lição para que sirva de aprendizado. — O oficial voltou-se para mim. — Por que você o trouxe nesse estado? Ele está claramente perturbado.

— Porque ele me atacou, oficial. Eu apenas me defendi.

— Certo. Muito obrigado, então. Lamentamos por nossa falha no dever e pelo interrogatório ríspido.

No caminho de volta, fiquei pensando em como aquela vontade de voltar ao campo de batalha quase me fez perder o controle. Em casa, durante o banho, refleti sobre como controlar minha força no exame da Academia. Talvez eu deva praticar mais lutas amistosas e um pouco de magia. Tenho praticado em segredo. Salém é forte, mas no terceiro dia de treinamento ele percebeu que, na verdade, eu é que o estava ensinando. Ele não me fez perguntas, então provavelmente terei que treinar sozinha.

No dia seguinte, fui praticar com a lança. Prefiro armas pesadas, mas usarei esta por enquanto. Esta aparência fofa não combina com a guerreira feroz e sanguinária que sou. Enquanto estou perdida em pensamentos, sinto uma pressão vinda em minha direção. Como estou com a lança na mão, apenas giro o corpo e bloqueio o golpe.

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