Capítulo 6

Vanica (Valka):

— Eu acho que você não entendeu muito bem quando eu disse da primeira vez: você não é leal, não é forte e, pelo visto, também é mal-educado. Ninguém te chamou na nossa conversa, então cai fora. Em vez de tentar decidir quem é bom ou não, acho que você deveria começar a praticar mais exercícios; já que não é tão inteligente, talvez consiga contribuir com a força bruta, não é?

Jacob, naquele momento, sentiu a ira fluir em seu coração. Ele tentou me atacar, mas, antes que pudesse sequer pensar, eu bloqueei seu poder e o derrubei sobre a mesa com um movimento rápido.

— Quando você ficar mais forte — coisa que duvido que aconteça —, aí sim me enfrente de novo. Até lá, é melhor ficar bem longe de mim.

Nick ficou maravilhado e Maya estava em choque com toda a situação. Eu apenas olhei para os dois e disse, calmamente, que estava com fome. Voltamos a comer como se nada tivesse acontecido.

De volta à sala de aula, o professor de história explicava a origem dos braceletes e como o tema cairia na admissão da Academia. Eu estava prestando muita atenção.

Professor:

— Os braceletes são mecanismos de proteção e defesa. A magia, em sua totalidade, é como uma árvore genealógica; cada linhagem é familiarizada com a outra, desde as mais fracas até as mais fortes. As magias raras tendem a ter cores mais brilhantes, enquanto as comuns possuem menos brilho. Entretanto, se você retira o seu bracelete à força, sofre uma grave ferida interna e perde a estabilidade de mana, fazendo seu corpo evoluir para o "Modo Berserk". Essa evolução é extremamente proibida. Vocês só aprenderão sobre isso na Academia, onde receberão outro bracelete que permitirá equilibrar e usar seus poderes plenamente. As admissões estão abertas até o final do mês e a prova é individual. Preparem uma magia para impressionar os instrutores. Deem o melhor de vocês.

Nick:

— Sério, gente, essa explicação foi bem mais detalhada do que o normal. Estou com um pouco de medo. Minha família é muito forte em magia; se eu voltar para casa sem o certificado de admissão, nem sei como vou encarar meu pai. É melhor eu me preparar bastante. Vou indo na frente, vejo vocês daqui a um mês! Maya, quer carona?

— Claro, obrigada! Tchau, Vanica!

— Tchau, gente.

Valka (Vanica):

Acho que vou passar em uma academia de treinamento aqui perto. Caminhando, sinto o ar livre batendo no rosto. Vou me preparar para essa admissão; quero mostrar tudo de mim, nem que seja apenas resistência e força, já que ainda não entendo como a magia deste corpo funciona.

Ao entrar na academia de combate, percebo que há muitos guerreiros ali — homens rudes, com várias cicatrizes. Com toda certeza estão rindo de mim, pensando: "O que essa princesinha está fazendo aqui?".

Vou direto para os pesos mais pesados e começo a treinar. Até que, de repente, sinto olhos sobre mim... Um instinto predatório. Como se não bastasse, sinto um cheiro... cheiro de sangue. Dou uma olhada ao redor, mas não vejo ninguém estranho. Sinto-me observada, como se houvesse um predador nas sombras.

Deve ser só impressão ou reflexo, mas é melhor tomar cuidado. Eu já era uma pessoa com muitos inimigos quando rainha, mas não acho que nenhum deles viria atrás de mim agora que sou apenas uma adolescente... ou viria? Continuei meu treino, fingindo que não percebia nada.

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