Renasci e Liberei Meu Marido pra Sua Amiga de Infância
Renasci e Liberei Meu Marido pra Sua Amiga de Infância
Por: Moer
Capítulo 1
Percebi que havia renascido quando estava de pé no saguão da mansão e vi Marcos Vinícius e Elena Soares entrando pela porta.

— Esta é a minha amiga de infância, Elena. Ela acabou de voltar de Alcateia Rictus, perdeu os pais e agora está grávida, sendo mãe solteira. — A voz de Marcos era calma.

— De agora em diante, ela vai morar aqui. Cuide dela quando puder.

Elena levantou a cabeça e, com cautela, lançou-me um olhar.

— Olá, Luana… por favor.

Meu olhar pousou no colar de Pedra Lunar em seu pescoço.

Na semana passada, Marcos havia pago um valor altíssimo em um leilão por uma rara Pedra Lunar e a mandou transformar em um colar.

Era um presente que ele havia preparado especialmente para o meu aniversário. Agora, porém, estava no pescoço de Elena.

Na vida passada, quando vi aquele colar que me pertencia no pescoço de Elena, passei a noite inteira sem conseguir dormir, atormentada pela sensação de que a presença dela ameaçaria o meu relacionamento. No dia seguinte, dei-lhe uma quantia em dinheiro e a mandei embora de minha casa, para que fosse cuidar da gravidez em outro lugar.

Mas quem poderia imaginar que, pouco depois de sair de casa, Elena sofreria um acidente de carro? Ela perdeu o bebê e ficou gravemente ferida, tornando-se incapaz de engravidar novamente.

A partir de então, Marcos mudou completamente.

O olhar que me dirigia tornou-se gélido.

— Luana Valente, você me decepcionou demais. Nunca pensei que fosse uma pessoa tão egoísta! — Disse ele, com frieza. — Chegar ao ponto de expulsar de casa uma grávida desamparada!

Desde então, ele nunca mais sorriu para mim.

Passei a cuidar pessoalmente de Elena após o aborto, todos os dias preparando comidas diferentes e atendendo a todas as suas necessidades. Eu vivia com extremo cuidado, esperando que Marcos pudesse me perdoar.

Mais tarde, devido à preocupação constante e ao excesso de esforço, adoeci. Achei que isso despertaria a compaixão de Marcos. No entanto, ele apenas disse, com indiferença:

— Quando você morrer, ficarei com Elena. Vou cuidar dela e ajudá-la a superar a dor de ter perdido o filho.

Agora, tendo a chance de viver novamente, decidi realizar o desejo deles.

Por isso, quando ele disse mais uma vez que queria que Elena ficasse morando aqui, assenti calmamente.

Minha concordância rápida o deixou um pouco surpreso. Afinal, dois dias atrás ele já havia mencionado mais de uma vez que queria que Elena viesse morar conosco, mas eu sempre recusara.

— Você não está com raiva? — Perguntou ele.

Sorri levemente, com o olhar sereno.

— Você tem razão. Elena perdeu os pais e está sozinha, grávida. É realmente muito triste.

— Luana, você realmente não se importa? — Marcos me olhou com desconfiança.

E não era para menos. Todos sabiam o quanto eu o amara. Antes, bastava outra mulher se aproximar de Marcos para que eu mostrasse as garras, reivindicando meu território.

Mas, desta vez, apenas tirei uma pasta, deixando à mostra, no final, a página com a cláusula de dissolução do vínculo de companheiros, revelando somente o espaço para a assinatura, e a entreguei a ele.

— Encontrei uma casa de que gostei muito. Se você a comprar para mim, não só não me importarei, como também cuidarei bem de Elena.

Marcos ficou atônito por um instante e depois sorriu com um ar de condescendência.

— Só isso? Não tem mais nenhum pedido?

Ele nem sequer olhou o conteúdo do documento antes de assinar.

Ao segurar o acordo de dissolução do vínculo de companheiros, senti uma súbita sensação de alívio.

Guardei o documento e me virei para sair.

— Onde vai? — Marcos me interceptou, franzindo levemente a testa. — Não disse que não estava brava? Vai sair de casa agora?

Olhei nos olhos dele e disse suavemente:

— Você não quer que eu cuide de Elena? Vou comprar algumas coisas para ela.

A expressão dele suavizou.

— É mesmo, você pensa em tudo. Ela gosta de sabonete líquido com aroma de rosas, não bebe leite e as camisolas precisam ser de seda. Não compre errado.

Meu coração se contraiu subitamente. Ele se lembrava de tantos detalhes sobre Elena, mas, comigo, nunca tivera essa atenção.

Estava claro: ele realmente se importava com ela.

Respondi com calma:

— Está bem.

Ao sair, fui direto à prefeitura para registrar a dissolução do vínculo de companheiros.

— Sra. Luana , o acordo de dissolução de vínculo já foi registrado. Em sete dias, o vínculo com o Sr. Marcos será automaticamente encerrado. — A funcionária falou com paciência.

Assenti. Ainda restavam sete dias.

Sete dias depois, eu e Marcos não teríamos mais qualquer relação.
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