Depois de se livrar de Elena, Marcos permaneceu parado na sala, com o olhar perdido e o rosto tomado por confusão.
Ele não tinha a menor ideia de onde poderia me encontrar.
Eu era órfã, sem pais ou parentes, e ele não ousava imaginar como eu estaria vivendo depois de deixar a Alcateia do Luar Celeste.
Olhou ao redor e, pela primeira vez, aquela casa lhe pareceu completamente estranha.
O tapete havia sido trocado por um modelo rosa — a cor preferida de Elena.
A cortina de franjas que eu tanto amava fora substituída por um tecido de voil, apenas porque Elena disse que franjas eram feias.
Até a escultura de lobisomem em prata pura que eu mesma tinha feito para ele… Elena mandara derreter para transformar em todo tipo de acessórios.
Sem que ele percebesse, não restava na mansão qualquer vestígio meu.
Em contrapartida, o cheiro e a presença de Elena dominavam cada canto, como se ela fosse a verdadeira dona daquele lugar.
Como ele nunca percebeu isso antes?
Ele ainda se lembrava de sentir o