A noite estava escura e úmida quando Lorenzo e eu voltamos para casa. O silêncio entre nós era carregado, não de tensão, mas de algo mais perigoso. Admiração. Respeito. Um jogo de poder que nenhum de nós queria perder.
Lorenzo dirigia com a expressão impassível, os dedos longos e firmes no volante. Eu observava a cidade através da janela, sentindo a adrenalina ainda pulsando nas minhas veias depois do que aconteceu no galpão.
— Rizzo estar vivo muda tudo — murmurei, quebrando o silêncio. L