Capítulo Quarenta e dois

Lunael Voss

Ele passou a mão pelo rosto, o olhar sombrio. — Eu também não pedi por isso, Dimitri.

— Então por que veio? — gritei. — Por que não me deixou sofrer em paz? Por que precisava me envenenar com essa promessa absurda?

Ele me fitou, os olhos cheios de uma dor silenciosa.

— Porque eu fiz uma promessa ao homem que amei como um irmão. E vou cumpri-la, mesmo que isso me destrua.

O silêncio voltou a cair entre nós.

Eu tremia. O coração latejava como se tentasse escapar do peito.

Tudo que eu queria era acordar daquele pesadelo, abrir os olhos e encontrá-lo novamente no jardim, com as flores brancas e o sorriso que me salvava do mundo.

Mas não havia mais volta. Afastei-me alguns passos, tentando respirar.

— Você acha que casar comigo vai honrar a memória dele? — perguntei, com amargura. — Lucian não me amaria menos se eu escolhesse viver sozinha. Ele jamais pediria algo que me ferisse.

— Mas ele pediu — disse Dimitri, com a voz embargada. — Pediu porque sabia que, de algum
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