Capítulo Trinta e nove

Lunael Voss

O silêncio entre nós parecia antigo, como se tivesse atravessado séculos para chegar ali.

A brisa fria trouxe o cheiro das flores do jardim, e o tempo, por um instante, parou.

— Eu esperei tanto por isso. — Séfora sussurrou, a voz embargada. — Por entender o porquê de tudo. Por saber que não era loucura lembrar de uma promessa que eu nem sabia se realmente existiu.

Aproximei-me devagar, e quando nossas mãos se tocaram, um calor percorreu minha pele. Foi como se o universo respirasse conosco.

— Talvez nunca fosse para entendermos — murmurei. — Talvez só precisássemos sentir.

Ela assentiu, enxugando as lágrimas, mas ainda tremia. — E Dante? — perguntou. — Ele também lembra?

Meu coração se apertou. — Ainda não. Mas o corpo dele, o olhar dele, às vezes parece lembrar antes que a mente consiga aceitar. Há dias em que ele me olha e o tempo se dobra. Como se soubesse quem eu fui, mas ele não parece estar pensando nisso, já que ele agora tem uma pessoa.Também não posso alime
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