Ayres
O mundo oscilava entre luz e sombra. O gosto metálico do sangue escorria pela minha boca, e cada respiração parecia puxar ferro em brasa para dentro do peito. A lâmina de Kaius não só havia cortado carne, tinha atravessado minha alma.
Por um instante, não ouvi mais o som da batalha. Nem uivos, nem tiros, nem gritos. Apenas silêncio.
Nesse silêncio, uma voz atravessou.
— Ayres… fica comigo. Eu te amo! — a voz de Sam, quebrada, desesperada.
Meu coração, que se arrastava para o fundo de um a