Ayres
O salão dos Anciãos tinha o mesmo cheiro de sempre… pedra úmida, incenso queimado até o talo e o perfume das madeiras velhas que sustentavam o teto. Mas naquela manhã, havia algo mais no ar, um peso. O tipo de peso que não se explica em palavras, apenas se sente dentro de nós.
Eu atravessei o corredor com passos medidos. Os guerreiros abriram espaço, mas não por reverência limpa. Era espaço de desconfiança. E eu senti cada olhar cravado nas minhas costas.
Os Anciãos já me esperavam. Sete