A primeira coisa que Lua sentiu foi o vento, frio, denso, cortando o ar como se viesse de outro mundo.
Quando abriu os olhos, o chão sob ela não era mais o piso irregular da toca das raposas, era pedra, pedra escura, fria. O cheiro do lugar era familiar, terra molhada, ferro, fumaça. Ela conhecia aquele cheiro, era a Lua Sangrenta.
Era sua casa.
Mas algo estava errado.
O céu estava encoberto, não pela noite, e sim por uma sombra viva. A lua, sua lua, estava completamente coberta, um eclipse t