A luz entrava pelas frestas das cortinas, dourada e suave, como se o universo tivesse finalmente entendido o que era paz e tivesse decidido me entregar um pedacinho dela naquela manhã.
Me movi devagar entre os lençóis ainda bagunçados, sentindo a textura fina contra minha pele nua. A brisa fresca da serra entrava pela janela entreaberta, carregando o cheiro de terra úmida e folhas molhadas. Era um cheiro de recomeço, de algo limpo, puro… novo. Como se o mundo lá fora ainda estivesse em silêncio