Eu não estava respirando.
Era isso. Não tinha outro motivo pro meu corpo inteiro estar em alerta, a pele em brasa, o sangue latejando nas têmporas e a razão pendurada por um fio.
Ela se aproximava com passos lentos, quase preguiçosos, e aquele maldito sorriso pintado nos lábios. O sorriso de quem sabe o que causa. O sorriso de quem sabe o quanto eu quero.
Estávamos no meu apartamento. Ela tinha vindo “pra conversar”, depois de mais um dia onde passamos tempo demais tentando fingir que éramos ap