Narrado por Antonella
O tempo na ilha não era contado por horas, mas pelo movimento das marés e pelo calor do sol na minha pele. Os primeiros dias foram de um silêncio profundo, mas aos poucos, o nó no meu estômago começou a se desmanchar. Zezé, com seu olhar de mãe e suas mãos milagrosas, me vencia pelo cansaço — e pelo paladar. O aroma de peixe fresco grelhado com ervas e as frutas tropicais colhidas na hora começaram a me devolver a energia. Eu sentia minhas bochechas ganharem cor novamente,