O amanhecer seguinte foi preguiçoso. A luz dourada filtrava-se pelas cortinas do quarto, desenhando sombras suaves na parede. Luna ainda estava aninhada sob os lençóis, com o rosto parcialmente escondido no travesseiro. Leonel, já vestido com uma camisa social azul e a gravata ainda pendurada no pescoço, sentou-se à beira da cama e observou-a por um instante.
— Dorminhoca — murmurou, tocando levemente seus cabelos.
Ela resmungou algo incompreensível, virando-se de lado. Ele riu baixinho e se in