Carlos encontrou um amigo ao andar no mercado.
— Oi, Carlos! Demorou a voltar, hein! — chamou Acácio, abrindo um sorriso e puxando o amigo para um abraço de lado.
— É… estava com saudade da minha terra. — disse Carlos, o coração leve com a sensação de estar de volta.
— Que tal ir no cassino hoje à noite? Jogar um pouco? — sugeriu Acácio.
Carlos concordou, e ambos seguiram rua abaixo, iluminados pelo tom dourado do fim da tarde.
Na casa de Evaldo, o clima era outro. A luz das lamparinas deixava a sala com um brilho quente, acolhedor. O aroma simples de feijão cozido e pão quente ainda pairava no ar — o consolo rotineiro da casa.
Anahí respirou fundo, reunindo coragem antes de falar.
— Não acredito! — exclamou Vera assim que ouviu, a voz falhando. — Vai embora de vez… igual a tia Esmeralda, que aparece só depois de anos… — As lágrimas escorreram antes que ela tentasse enxugá-las.
Evaldo, sentado na cadeira onde sempre descansava após o trabalho, ficou em silêncio. Não ha