O som do monitor cardíaco era o primeiro sinal de que ainda havia vida. Beeps compassados, insistentes, cortando o silêncio branco.
O cheiro de desinfetante preenchia o ar. As luzes do teto queimavam os olhos. Paolo tentou se mexer, mas o corpo parecia feito de pedra. O braço preso por agulhas, o peito envolto em ataduras.
Por alguns segundos, o mundo foi só dor e confusão. Depois, a memória começou a rasgar o nevoeiro, voltando em pedaços.
O médico entrou, acompanhado de uma enfermeira.