TARYN
A chuva cai pesada.
Meus pés afundam na lama a cada passo, escorregam e ardem devido os pequenos cortes. Estou descalça. A pele está repuxada e enrugada, mas corro mesmo assim. O ar entra rasgando meu peito, frio demais para a época.
Algo me segue.
Não preciso olhar para saber.
O som vem atrás de mim, passos irregulares, pesados, ágeis demais para serem humanos. O vale se estende à frente como uma labirinto aberto, escuro e sem saída. Todas as árvores parecem iguais. A chuva cola o tecido