TARYN
Chegamos à tenda do meu pai, e percebo que nada parece diferente das outras vezes que estive aqui. As famílias regentes mantêm suas estruturas firmes à beira da floresta durante os dias de caçada, restos de velas espalhadas, brasas recém apagadas, guardas circulando. Para eles, é um ritual. Para as famílias humildes, é um sacrifício. A maioria dormem sob o céu aberto ou caminham de volta para suas casas, retornando ao amanhecer antes do sol surgir.
Meu pai segura a entrada da tenda para que eu passe primeiro, um gesto que me surpreende mais do que deveria. Ele está agindo de forma gentil e atenciosa. Quase afetuoso. Não entendo essa mudança até que a ficha finalmente cai. Eu não sou mais só a bastarda inconveniente que ele mantinha nas sombras. Sou a filha que venceu, uma Windmere que retornou viva de algo que deveria ter me matado. Isso traz honra,prestígio e reforça o nome dele.
E, por mais amarga que seja essa constatação, parte de mim aceita essa migalha de cuidado como se es