TARYN
A estrada estreitou, a vegetação se adensou e o ar ficou mais frio.
Do lado direito, o Vale da Verdade se estendia como um mar de árvores escuras, tão densas que a luz do sol mal conseguia atravessá-las. Uma névoa azulada rastejava por entre as raízes antigas, viva, pulsante, como se tivesse vontade própria.
Diziam que uma criatura morava ali, guardiã da ilha, assassina de criminosos, juíza dos homens. Ninguém jamais a vira, mas seus gritos ecoavam à noite… e só de lembrar deles, um tremo