O silêncio da cobertura era absoluto, interrompido apenas pelo zumbido quase imperceptível do sistema de climatização. Isadora caminhava sobre o tapete persa, sentindo a textura macia sob seus pés descalços, mas seu coração ainda batia no ritmo frenético da noite anterior. Ela se sentia como uma intrusa em um cenário de cinema. Cada objeto ali — desde as esculturas de bronze até os quadros abstratos nas paredes — exalava um valor que ela não conseguiria acumular em dez vidas de trabalho árduo.