Dante estava parado na soleira da porta, os dedos cravando-se no batente de madeira. Ver Theo ali, inclinado sobre Isadora, era como ver um estranho invadir sua fortaleza. Mas Theo não era um estranho, eram amigos desde a infância escolar, por volta dos cinco ou sete anos de idade.
— Theo — a voz de Dante saiu seca, quase um comando militar. — Já chega de apresentações. Temos muito o que conversar. Podemos ir para a sua sala? Agora.
Theo se levantou lentamente, ajeitando o blazer com uma ca