POV ZOE
Havia três dias seguidos Raul aparecia no restaurante.
Sempre no mesmo horário.
Às onze.
E sempre ficava até as seis, como se aquele lugar tivesse virado parte da rotina dele de uma hora para outra.
Depois me levava para casa.
Mas não falava comigo.
Nem no carro.
Nem depois.
Assim que cruzava a porta da mansão, desaparecia no quarto ou no escritório, frio e distante outra vez, como se as horas no Napolitano não significassem nada.
Era para ser um segredo.
Estava no contrato.
Eu estava h