POV RAUL
Zoe respirou um pouco melhor. Passei o polegar pelos dedos dela, tentando devolver peso, forma e presente às mãos que ainda pareciam lembrar de outro lugar.
— Vou te levar para casa — falei.
Ela virou o rosto rápido demais.
— Não, Raul. Eu preciso voltar para o restaurante.
Olhei para ela.
Sério.
— Zoe, você não vai trabalhar assim.
— Eu estou bem.
— Não está.
— Eu preciso ir.
Meu tom desceu ainda mais.
Mais firme.
— Você está nervosa. Não quero você perto de uma faca nesse estado.
Ela