POV RAUL
Porque, alguns segundos depois, Zoe moveu a mão por baixo da coberta e os dedos tocaram meu braço de leve. Nada intencional. Só o sono ajeitando caminhos. Mas o toque veio, e com ele a consciência absurda de cada centímetro daquela cama.
Porca puttana.
Eu devia levantar.
Ir para o sofá pequeno e imprestável.
Sentar na poltrona.
Ficar em pé no gramado até amanhecer.
Qualquer coisa.
Só que, antes que eu decidisse a melhor forma de me torturar, Zoe se mexeu de novo e o corpo dela cedeu