João acordou cedo, ainda com a memória do jantar da noite anterior fresca em sua mente. Sentou-se na cama, o corpo pesado, o olhar perdido no teto.
— Como é que de repente… Irina? — murmurou, a voz baixa, cheia de confusão. — Ela sempre foi tão… discreta, sem graça… e agora… agora parece que tudo nela chama atenção.
Ele lembrava de cada gesto, cada sorriso calculado, cada olhar dirigido a ele. Algo nela havia mudado, e por mais que tentasse racionalizar, sentia um peso estranho no peito — curio