A primeira coisa que Marcos fez foi tentar me isolar.
Não foi abrupto. Não foi explícito. Foi sutil — como tudo o que ele sempre fez quando queria mandar sem parecer autoritário. Começou com comentários, depois sugestões, depois decisões tomadas sem me consultar.
— Não acho uma boa você continuar indo ao Pilates — disse ele, naquela manhã, enquanto mexia o café com força demais. — Está te deixando nervosa.
Olhei para ele com calma.
— O que me deixa nervosa é ser tratada como incapaz de deci