Noah estava sentado no sofá macio do consultório, uma sala ampla, mas aconchegante, com paredes em tons claros e quadros coloridos que passavam tranquilidade. A psicóloga era uma mulher de fala calma e muito bonita, ela ajeitou a cadeira à frente dele, deixando uma distância confortável, nem perto demais, nem distante demais. Ela sorriu novamente, tentando deixá-lo à vontade.
— Então, Noah, — começou ela, com voz suave — quero que você se sinta em casa aqui. Esse é um espaço só seu, para falar do que quiser, sem pressa, nem julgamento. Tudo o que você disser aqui é importante.
Noah mexeu nos dedos, inquieto, o olhar fugindo de um lado para o outro. Eduardo e Jinx estavam sentados do lado de fora e Noah teria que conversar só com ela.
— Pode começar me contando como está se sentindo ultimamente? — incentivou a profissional.
Noah respirou fundo, ergueu os ombros e depois os deixou cair.
— Não sei… acho que estou tentando… ficar normal.
— Normal? — repetiu a psicóloga, inclinando l