Ainda de mãos dadas, Eduardo e Noah caminharam até a sombra de uma árvore no quintal. O menino levou com ele as folhas de papel e lápis de cor, e se sentou de pernas cruzadas na grama, como se aquele momento fosse uma continuação natural do que fazia antes. Eduardo sentou-se ao lado dele, tentando manter o corpo firme, mas sentia-se feito de vidro por dentro.
— O que você estava desenhando? — perguntou, apontando para a folha colorida.
— Um dragão. — Noah respondeu com simplicidade, mostrando o