Naquela manhã, Duarte estava encostado ao carro preto estacionado a poucos metros da escola. O relógio marcava dez e quarenta e cinco. O som alegre das crianças ecoava do pátio, misturado a risadas, gritos e passos correndo no cimento. Entre elas, Norabel brincava despreocupada, o laço rosa no cabelo balançando com os movimentos.
Duarte manteve os olhos fixos na menina até tirar o telefone do bolso e discar.
— Senhor Vicente. — disse com a calma de quem não sente peso algum. — É agora. Recreio.