O sol daquela manhã brilhou tímido sobre Vila Nova, mas para Alexia parecia mais radiante do que nos últimos meses. Diante do espelho do quarto de infância, ela ajeitou o vestido azul-marinho de corte sóbrio, o cabelo preso num coque elegante, e passou um batom discreto. Fazia tempo que não se via assim, firme, composta, com ares de quem voltava a ocupar o seu lugar no mundo.
Helena surgiu à porta, os braços cruzados. — Vai sair?
— Vou. — Alexia respondeu, sem desviar o olhar do espelho. — Hoje