A manhã seguinte ao escândalo da praça não trouxe alívio para Vicente. Ele estava no escritório de casa quando o celular vibrou com uma mensagem curta do pai: “Venha agora.”
Não havia espaço para recusas.
Meia hora depois, ele cruzou o saguão lustroso da mansão Monteiro. Aurélio o aguardava de pé, junto à lareira apagada, e Mariana estava sentada no sofá, postura irretocável, um jornal dobrado no colo. As manchetes locais murmuravam o que Vila Nova já sabia.
— Quer explicar o que foi aquilo ont