A manhã nasceu cinzenta sobre Vila Nova. O canto dos pássaros parecia abafado, como se a própria natureza tivesse pressentido a tormenta que se aproximava. Na casa dos Chávez, Alexia estava à mesa, com as mãos apoiadas sobre a xícara de café já fria. Não havia tocado na bebida, nem na fatia de pão que Clara havia lhe servido.
Clara, sentada ao lado, observava a irmã com atenção. Sabia que Alexia estava tomada por pensamentos que não tinha coragem de dizer em voz alta.
— Então é hoje? — Pergunto