Anna
A cozinha de Leornado Voss parecia maior à noite ou talvez fosse apenas o silêncio que ampliava tudo. Sentamos à ilha central, cada um com um prato simples: sanduíche de presunto e queijo com tomate fatiado, nada sofisticado. Eu segurava o meu como se fosse um documento confidencial que pudesse explodir a qualquer momento, enquanto ele, por outro lado, comia com a mesma precisão metódica que aplicava aos relatórios financeiros.
Nunca havíamos estado assim, sem uma agenda aberta entre nós,