Leornado
O choro irrompeu na escuridão como um alarme que eu não havia programado. Era agudo, insistente e carregava uma urgência que atravessou o sono superficial em que eu mal havia mergulhado. Acordei com o corpo tenso e o coração disparado antes mesmo de identificar a origem do som; por um segundo, o quarto permaneceu estranho, até que a memória voltou, afiada como lâmina: Sofia. A casa. A noite que se recusava a terminar.
Levantei-me de imediato, sentindo os pés tocarem o piso frio de made