Capítulo 61
Leornado

O choro irrompeu na escuridão como um alarme que eu não havia programado. Era agudo, insistente e carregava uma urgência que atravessou o sono superficial em que eu mal havia mergulhado. Acordei com o corpo tenso e o coração disparado antes mesmo de identificar a origem do som; por um segundo, o quarto permaneceu estranho, até que a memória voltou, afiada como lâmina: Sofia. A casa. A noite que se recusava a terminar.

Levantei-me de imediato, sentindo os pés tocarem o piso frio de made
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