Cap.185
Pov. Selene
A arma na minha mão parecia um peso vivo a cada segundo pesando ainda mais com o medo, A ponta do silenciador, um cilindro negro e ameaçador, não tremia tanto quanto o meu espírito.
E ele, Omar, ficava ali, de pé diante da janela do segundo andar, as costas voltadas para mim como a maior afronta de todas.
— Você não vai atirar, Selene — disse ele, sua voz um riacho calmo de convicção absoluta. — Não em mim. Você não tem nada contra mim.
Eu sorri. Um sorriso de gelo que rac