Cap.107
A consciência retornou como um afogamento ao contrário. Primeiro, o cheiro: linho limpo, o perfume amadeirado dele nas fronhas e, sob isso, um vestígio do próprio corpo, alterado, marcado.
Depois, a dor. Não era aguda, mas uma lembrança profunda e latejante em cada músculo — uma cartografia de posse mapeada em hematomas sutis e uma sensação de fenda e plenitude em seu centro mais íntimo.
Ela se moveu, e um pequeno gemido escapou-lhe.
— Droga… ele tava tentando me matar? — protestou, sen