Mundo de ficçãoIniciar sessãoFiquei trabalhando como assistente da Vanessa em uma empresa de engenharia civil por alguns meses.
Depois desse período, resolvi me candidatar a uma vaga em uma grande organização que fazia parte do Grupo Atxer, uma empresa internacional de administração e finanças, muito importante e renomada. Se eu conseguisse trabalhar lá, seria incrível. Assim que cheguei, fiquei impressionada com o lugar. Um edifício de quarenta andares, todo espelhado, com uma arquitetura de tirar o fôlego. Fui recebida pela recepção, que rapidamente me direcionou ao corredor dos elevadores. Sem prestar muita atenção em onde estava indo, entrei em um deles enquanto olhava o e-mail com as instruções da entrevista. Quando a porta estava se fechando, percebi algumas pessoas em frente ao elevador do outro lado do corredor me olhando com certo espanto. Não entendi o motivo. De repente, um homem ao meu lado pigarreou e perguntou para qual andar eu estava indo. Fiquei sem graça na hora, sorri nervosamente e respondi que era para o décimo andar. Quando olhei para ele, fiquei completamente impressionada. Era um homem que facilmente tinha cerca de um metro e oitenta de altura — eu estava praticamente na altura do ombro dele. Rosto fino, mandíbula marcada, olhos azuis, nariz fino. Meu Deus… que homem maravilhoso. Não consegui desviar o olhar, nem me mexer. Quando percebi, ele já havia apertado o botão do andar e o elevador já estava parando. — Com licença, chegamos ao décimo andar. — Acredito que você ficará aqui, não é? {Homem lindo} — Ah… sim… humm… — Me desculpe. Obrigada… — Bom dia. {Samantha} Que vergonha. Fiquei encarando ele e nem percebi o tempo passar. Desde o Richard, eu nunca sequer havia olhado para outro homem. Aquela sensação era estranha, confusa… e inesperada. Assim que saí do elevador, me aproximei da recepção do andar. — Bom dia, me chamo Samantha. — Vim para a entrevista da vaga de Analista Financeiro. {Samantha} — Você saiu do elevador privativo do CEO? {Atendente} A atendente me encarava com uma expressão que dizia claramente que eu tinha feito algo muito errado. Ela estava em pé, me olhando como se eu tivesse cometido um crime. — Desculpa, não entendi sua pergunta. — Elevador privativo? — Ninguém me disse nada lá embaixo. {Samantha} — Como você conseguiu subir? — Esses elevadores só aceitam o andar se a pessoa estiver com um crachá específico. {Atendente} — Bom… havia um homem no elevador. — Acho que ele deve ter liberado. — Foi ele quem apertou o andar para mim. {Samantha} Eu me sentia a pessoa mais idiota do mundo. Nem tinha percebido que aquele elevador era privativo. Meu Deus… que vergonha. — Meu Deus… então o próprio CEO estava no elevador. — Vou ser repreendida porque você não soube seguir as informações. — Acho melhor você ir logo para a sala da entrevista, antes que me cause mais problemas. {Atendente} Me senti como uma criança levando bronca. Meu rosto queimava de vergonha. Eu não sabia onde me enfiar. Queria tanto que, naquele momento, se abrisse um buraco no chão para eu desaparecer ali mesmo. Chegando à antessala, havia mais quatro moças aguardando para a entrevista. A princípio, o processo começou como uma entrevista coletiva, e a segunda fase seria individual. Tudo aquilo era novo para mim, mas me saí bem. Fizemos testes e uma dinâmica para avaliar como trabalhávamos em grupo. No final, restaram apenas eu e uma senhora que devia ter uns cinquenta e poucos anos. Pela experiência dela, parecia alguém que iria chefiar tudo com facilidade. Não consegui entender quais motivos a levaram a tentar uma vaga de assistente.






