Na manhã seguinte, Helena não desceu para o café.
Permaneceu no quarto, sentada junto à janela, com as cartas espalhadas sobre a cama. O nome de Artur Villagran aparecia em quase todas, ora escrito com cuidado, ora borrado por manchas de água.
A última carta terminava com uma frase incompleta:
“Se algum dia ela descobrir, diga que…”
O restante havia sido destruído.
Helena dobrou o papel.
A porta recebeu duas batidas.
— Entre.
Augusto surgiu no quarto.
— Rafael está chegando.
— Para quê?
— Para